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Cidades precisam de tecnologia e mais infraestrutura para serem inteligentes, dizem pesquisadores

Cidade inteligente é aquela que usa tecnologia para melhorar a mobilidade, mas também é a que garante que todos seus habitantes tenham acesso a serviços básicos, como saneamento e calçadas com mais infraestrutura. Essa é a conclusão do primeiro painel do seminário Reage, Rio!, realização dos jornais O GLOBO e Extra e apoio institucional da […]

Cidade inteligente é aquela que usa tecnologia para melhorar a mobilidade, mas também é a que garante que todos seus habitantes tenham acesso a serviços básicos, como saneamento e calçadas com mais infraestrutura. Essa é a conclusão do primeiro painel do seminário Reage, Rio!, realização dos jornais O GLOBO e Extra e apoio institucional da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O evento aconteceu no último dia 20 de junho.

A aplicação de tecnologia está em projetos como o Senseable City Lab, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, que coleta dados sobre as cidades para encontrar soluções. As experiências do grupo foram apresentadas pelo pesquisador brasileiro Fabio Duarte, consultor em mobilidade urbana para o Banco Mundial. Um dos trabalhos mostrou o compartilhamento de corridas de táxis em Nova York. Por meio de algoritmos, os pesquisadores perceberam que 90% das viagens poderiam ser compartilhadas, caso os passageiros esperassem cerca de 5 minutos. Em outro exemplo, o laboratório usou dados do Google Street View para levantar dados sobre arborização de Boston, onde fica o laboratório. A ideia foi expandida para 40 cidades no mundo.

“É usar ciência como instrumento para movimentação política. É interessante que as cidades estejam colocando tecnologia, fazendo salas de controle. Mas o que a gente precisa fazer são dois pontos: não importa quem esteja coletando dados da cidade. A cidade é um espaço público e os dados precisam ser públicos. O segundo ponto é que se a gente tiver perguntas interessantes e métodos também refinados a gente consegue entender a cidade de forma muito melhor”, resume Fabio Duarte.

Mas, como cidade inteligente não é só high tech, os especialistas que participam do evento lembram que é preciso investir em necessidades do século passado, que ainda não alcançam todos.

Para o arquiteto e urbanista José Armênio, presidente da SP Urbanismo, empresa de planejamento da Prefeitura de São Paulo, as cidades brasileiras têm ‘QI baixo’. “As cidades brasileiras têm 45% do esgoto tratado (em média). Temos as de Amapá com 3,8% e as de São Paulo com 88,4%. Não cumprimos a agenda social do século XX. Hoje nossas cidades não têm infraestrutura para todos os habitantes”.

Fonte: O Globo.

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