Cidades inteligentes são construídas por pessoas inteligentes, não por coisas inteligentes

Cidades inteligentes são construídas por pessoas inteligentes, não por coisas inteligentes

As smart cities (cidades inteligentes) não são uma ideia nova. Suas origens remontam há 100 anos. O planejador urbano do início do século XX, Le Corbusier, entendia o conceito de casa como uma “máquina para viver”.

Hoje, os avanços em tecnologias estão transformando cidades inteligentes em realidade. Já existem alguns exemplos de smart cities construídas a partir do zero. Veja!

Smart City Laguna

A primeira cidade inteligente inclusiva do mundo foi construída pela Planet Smart City. Ela está localizada em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Com as obras em andamento, a empresa já começou a construção da sua segunda smart city em Natal (RN).

Sidewalk Labs

A Sidewalk Labs, do Alphabet (empresa-mãe do Google), revelou recentemente detalhes para construir uma cidade inteligente no distrito de Quayside, em Toronto, no Canadá.

Instituto de Cidades Inteligentes

A Conferência dos Prefeitos dos EUA (USCM) também lançou, recentemente, um novo Instituto de Cidades Inteligentes. O projeto tem a colaboração da Universidade de Nova York. O intuito é avançar na discussão sobre como a tecnologia pode acelerar o progresso urbano.

Novas tecnologias nas cidades inteligentes

De fato, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a Internet das coisas (IoT) podem aumentar consideravelmente a eficiência, conectividade e conveniência das nossas cidades.

No entanto, em meio a todo o entusiasmo pelas cidades inteligentes, o elemento mais importante não pode ser esquecido: os cidadãos.

Sim, as tecnologias inteligentes destinam-se a melhorar a vida dos cidadãos. Porém, a verdadeira melhoria começa com o progresso das pessoas, não apenas dos locais em que elas vivem. A cidade inteligente do futuro só será próspera se o seu povo for preparado para habitá-la.

Como o urbanista da University College London, Michael Batty, escreve em “Inventando as cidades do futuro”: “os tipos de automação, que atualmente caracterizam a cidade inteligente, são apenas inteligentes na medida em que nós mesmos as usamos de maneira correta. Somos nós que devemos ser inteligentes e não os dispositivos que usamos”.

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O capital humano como prioridade nas cidades inteligentes

Há uma série de estudos que sugerem que o investimento em capital humano tem sido tão ou mais importante do que a tecnologia na criação de cidades.

O trabalho de Edward Glaeser, de Harvard, e Albert Saiz, do MIT, por exemplo, demonstra que a educação é o fator mais confiável para o crescimento urbano, depois do clima da cidade.

“A melhor maneira de criar uma cidade inteligente”, escreve Glaeser em seu best-seller “Triumph of the City”, “é criar escolas que atraiam e retenham as pessoas”.

Já Ratti e seus colegas do Senseable City Lab, do MIT, por exemplo, costumam usar o termo cidades sensíveis em vez de cidades inteligentes. Segundo eles, cidades sensíveis são centradas no ser humano e não inteiramente planejadas, deixando espaço para adaptação e exploração.

Essas cidades sensíveis respondem às necessidades humanas em tempo real, integrando sistemas e cidadãos, redes digitais e físicas, inovações infraestruturais e sociais. Não há dúvida de que as tecnologias emergentes podem ajudar a tornar a vida das pessoas mais eficientes, produtivas e convenientes.

Tecnologias da Informação e Comunicação e a Internet das Coisas já estão transformando cidades em todo o mundo. São redes hiperconectadas e onipresentes que poderão otimizar tudo, desde o deslocamento até o consumo de energia.

No entanto, essas tecnologias não podem, por si mesmas, criar uma cidadania mais inovadora, educada, talentosa, resiliente e capacitada. Coisas inteligentes não podem substituir pessoas inteligentes.

Com informações da Forbes

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