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Da gastronomia aos passeios históricos, conheça roteiros para curtir Natal (RN)

Historicamente, a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, atrai visitantes de todo o mundo, principalmente, por seu turismo de sol e praia. Isto, de fato, é algo que se sobressai nas possibilidades de passeios que há na pequena capital nordestina.

Mas a cidade vai além. Com boas opções de gastronomia e passeios cheios de história, Natal está investindo em novas vertentes que vão além da Fortaleza dos Reis Magos. Muito semelhante ao que ocorre no Ceará, diversos turistas desembarcam na capital potiguar para desbravar o litoral, sendo Natal acesso para mais de 400 km de praias.

Com clima tropical e águas mornas, o litoral do Rio Grande do Norte tem cantinhos que são verdadeiros achados para os mais diversos perfis de turistas: os que desejam descansar, aventurar-se, além dos passeios românticos, entre amigos ou familiares. Para quem sai de Fortaleza, por exemplo, há voos diretos diários, que, com planejamento, podem sair por um bom preço. As operadoras Latam, Gol e Azul fazem o trecho, que não toma mais de uma hora.

Rota do Descobrimento

Entre as curiosidades que o visitante vai encontrar em Natal uma é ouvir os habitantes afirmarem, orgulhosamente, que foi no Rio Grande do Norte onde aportaram as primeiras embarcações de Portugal. Os portugueses colonizadores teriam cravado um marco de pedra no litoral do Estado, para assegurar a posse das terras recém-invadidas. Uma réplica deste equipamento está na BR-101, no município de Touros, conhecido como “esquina do Brasil”.

E é por este fator que o Rio Grande do Norte quer entrar, oficialmente, na rota do descobrimento do Brasil, sob a defesa de que não foi em Porto Seguro (BA) onde os portugueses primeiro chegaram ao País. Dois anos antes de 1500 isto já teria ocorrido estado potiguar.

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“Tudo começou aqui. Historicamente e politicamente, houve, durante a transcrição da história diversas versões”, narra Italo de Araújo, historiador e guia turístico. A direção das correntes marítimas e dos ventos, além da proximidade do Rio Grande do Norte em relação às ilhas de Cabo Verde – de onde saíram as embarcações portuguesas – estão na defesa do historiador.

Yves Guerra, gestor do projeto Investe Turismo do Sebrae/RN, afirma que ações de inovação da oferta turística têm sido foco de trabalho no Estado. “A gente está atuando para que Natal possa se diferenciar para além do turismo de sol e praia. O Governo está prestes a entregar o Museu da Rampa, por exemplo, um prédio histórico que serviu de cenário para encontro de Roosevelt e Getúlio Vargas na Segunda Guerra Mundial”.

Pôr do Sol no Rio Potengi

O rio Potengi é o principal curso de água que corta o estado do Rio Grande do Norte, sendo visível em diversos pontos da Capital. O passeio, em um fim de tarde, pode ser muito marcante na viagem. Em um barco que possui um pequeno bar (vendendo caipirinha, cerveja e água), música ao vivo e um andar acima, o agradável percurso dura 1h30min.

Gastronomia

Não à toa, quem nasce no RN é chamado de potiguar, que, em tupi, significa “comedor de camarão”. E come-se muito bem o camarão e outros frutos do mar no estado. Conhecer a gastronomia das cidades é imprescindível para quem quer ter acesso a outras culturas. Destaque para restaurantes como o tradicional Camarões, que funciona desde 1989.

Câmara Cascudo

A casa do antropólogo e jornalista Câmara Cascudo é aberta para visitação, localizada no bairro Cidade Alta. E vale a pena desbravar o espaço, que hoje é tocado por sua neta, Daliana Cascudo. Com memórias quase intactas, o visitante precisa ficar atento aos pequenos detalhes. Cascudo pedia que os visitantes assinassem as paredes e janelas de sua biblioteca com mensagens escritas a lápis. Uma destas assinaturas é a de Ary Barroso, que de forma generosa, deixou um trecho de partitura da sua famosa composição Aquarela do Brasil.

Rota da Segunda Guerra

À época da Segunda Guerra Mundial, as tropas norte-americanas fizeram morada em Natal, deixando tendências, costumes, equipamentos e até gírias na cidade. Agora, o estado está fazendo um processo de resgate, para que uma rota temática da Segunda Guerra possa entrar nos roteiros turísticos. Entre estes espaços, estão Grand Hotel; Museu da Rampa (que passa por reformas, com a promessa de ser um complexo robusto); o antigo aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, fechado há cinco anos; a casa do cônsul italiano na capital; a Maternidade Januário Cicco (que foi um hospital militar).

Fonte: jornal O Povo

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