Financiamento imobiliário: resultados do 1º trimestre são positivos

O volume de financiamentos imobiliários cresceu 29,8% no 1º trimestre deste ano, de acordo com o boletim divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foram pouco mais de R$ 20 bilhões em recursos emprestados para compra ou construção de imóveis.

No mês de março, houve alta de 5,6% em relação a fevereiro. Já em comparação com o mesmo período em 2019, a alta foi de 19,4%.

Ainda de acordo com o boletim, o impacto do novo coronavírus e todas suas consequências sobre o crédito habitacional no âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) pode ser considerado pouco expressivo.

Fazendo um comparativo com os números de dois anos atrás, quando o mercado imobiliário ainda sentia os impactos da crise econômica iniciada em 2014, o volume de recursos quase dobrou no 1º trimestre, corroborando as percepções de forte retomada do setor.

Em todos os recortes, os números são de alta na comparação com períodos imediatamente anteriores.

O SBPE financiou, nos últimos 12 meses, R$ 83 bilhões – alta de 35% em relação ao período entre abril de 2018 e março de 2019.

Já a quantidade de imóveis financiados em março, em comparação com o ano passado, aumentou 0,5%. Isso indica maior participação dos produtos com ticket mais elevado.

A captação líquida do SBPE foi positiva: R$ 8,2 bilhões em março. Um dos melhores comportamentos para o mês na história da caderneta, segundo a Abecip.

E isso mesmo com a Selic em seu menor patamar histórico (3% ao ano) – o que torna menos rentáveis aplicações em renda fixa, dentre as quais a poupança.

No boletim, a associação destaca que “o desempenho muito superior ao de fevereiro reflete o empenho das famílias em ampliar as reservas necessárias para superar a crise do coronavírus, com suas ameaças para o emprego e a renda dos aplicadores”.

Somada ao crédito dos rendimentos, a captação líquida levou o saldo do SBPE para R$ 659,3 bilhões, 7,3% a mais do que no ano passado.

A Caixa continua na liderança em número de contratos e volume de recursos destinados ao financiamento imobiliário: próxima dos R$ 8 bilhões emprestados no 1ª trimestre. Bradesco, Itaú e Santander vêm na sequência.

 

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Na renda variável, Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) também crescem

No final do mês de março, de acordo com boletim da B3, foi registrado novo recorde na quantidade de investidores na modalidade: 792,2 mil. Uma alta de 3,91% em relação a fevereiro.

Embora o valor de mercado dos fundos tenha caído de R$ 101 bilhões para R$ 88 bilhões entre fevereiro e março, refletindo o temor de parte dos investidores com os rumos do setor em meio à pandemia covid-19, o patrimônio líquido dos FIIs aumentou para R$ 95,1 bilhões (ante R$ 94,5 em fevereiro).

Isto é: os ativos continuam entregando retornos ao investidor.

Em abril, entretanto, este indicador deve recuar, uma vez que importantes ativos foram totalmente prejudicados, como shoppings e escritórios, segmentos de peso na composição das carteiras dos fundos.

Outro provável impacto é a redução das novas ofertas, que no 1º trimestre somaram R$ 7,8 bilhões, praticamente um terço de todo o volume ofertado no ano passado.

Até março, os investidores brasileiros pessoa física permanecem liderando com folga em termos de participação por tipo de investidor, representando 62,7% do total. Na sequência, estão os investidores institucionais (28,4%) e os não residentes no país (6,7%).

Por ora, o mercado imobiliário dispõe de recursos de diversas fontes, sejam elas os bancos ou o mercado de capitais.

Fonte: Smartus

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