Transporte público: software pode reduzir impacto da chuva

Transporte público: software pode reduzir impacto da chuva

Desenvolvido pela Scipopulis, por meio de projetos apoiados pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), o software, chamado “Painel de ônibus”, permite monitorar o funcionamento do sistema de transporte público. Com isso, é possível detectar mais rapidamente problemas na operação das linhas e priorizar ações para minimizar os impactos para a população.

Implementado em escala-piloto em dezembro no Rio de Janeiro, o sistema também será testado em Belo Horizonte, uma das capitais brasileiras mais afetadas pela chuva neste verão.

“É a primeira vez que o painel de monitoramento está sendo usado para monitorar o fluxo de ônibus em época de chuvas, que causa muitos transtornos ao sistema de transporte público das cidades”, disse Roberto Speicys Cardoso, cofundador e sócio da Scipopulis.

Para monitorar o funcionamento do transporte público do Rio de Janeiro durante temporais, o painel mapeia em tempo real os pontos de alagamento na cidade e faz uma contagem dos ônibus cujo trajeto inclui vias interditadas.

Com isso, os gestores da frota de ônibus da cidade, composta por 6 mil veículos, têm a possibilidade de analisar antecipadamente as linhas mais afetadas e tomar decisões mais ágeis.

“Geralmente, em situações de chuvas, os gestores não dispõem dessas informações para tomar decisões rápidas. O painel possibilita visualizar minuto a minuto os trajetos e a localização dos ônibus e identificar as vias interditadas”, afirmou Cardoso.

Pontos de lentidão e acidentes

Sistema semelhante, sem a funcionalidade de monitorar pontos de alagamento, já é usado desde 2016 pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo para gerenciar a rede de transporte público da cidade, uma das mais complexas do mundo, composta por mais de 1,3 mil linhas e 15 mil ônibus.

Para isso, o painel mostra a velocidade em tempo real dos ônibus em qualquer via, correlacionando os dados de GPS dos sistemas de rastreamento usados pelas empresas para localização dos veículos com informações sobre o trânsito e estatísticas da rede de transporte público.

“O sistema permite que os gestores do transporte público de São Paulo identifiquem antecipadamente pontos de lentidão na cidade, além de detectar velocidades abaixo do esperado de uma linha para um determinado horário e ocorrências que interferem no trânsito, como acidentes”, explicou Cardoso.

O monitoramento contínuo gera dados por meio dos quais os gestores públicos podem fazer estudos comparativos, abordando pontos como o impacto no trânsito com a implantação de faixas e corredores exclusivos para ônibus na cidade.

“Temos dados sobre a velocidade média dos ônibus na cidade de São Paulo desde 2015. Com base nessas informações, os gestores podem avaliar a eficiência de novas faixas e corredores exclusivos para ônibus e tomar decisões de mantê-los ou alterá-los de forma mais embasada”, avaliou Cardoso.

Fonte: Exame

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